Fisioterapia nas cirurgias de próstata
Visão geral
A incontinência urinária masculina comumente ocorre após alguma condição médica como cirurgia para retirada da próstata (prostatectomia radical, prostatectomia parcial ou ressecção transuretral da próstata), diabetes e doença de parkinson.
Caso você vá realizar algum procedimento cirúrgico relacionado à próstata, é importante que busque um fisioterapeuta antes do procedimento para avaliação e preparação pré-cirúrgica. Marque já sua consulta clicando aqui!
Alterações na próstata podem ser caracterizadas como hiperplasia prostática benigna, que é o aumento da próstata que ocorre naturalmente com o envelhecimento, ou o câncer propriamente dito. Ambas as situações podem desencadear sintomas urinários como obstrução da saída da urina, sangue na urina, dentre outros.
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), tem aumentado a incidência do câncer de próstata no mundo, sendo o segundo mais comum entre os homens. O diagnóstico precoce é essencial para menores riscos de complicações e para isso, existem as possibilidades de realizar o exame de toque retal e o exame de sangue, PSA que identificam alterações na próstata.
Fisioterapia pré operatória:
Quando o manejo para as alterações da próstata for cirúrgico é importante que seja realizada consulta fisioterapêutica antes da cirurgia, pois assim poderão ser registrados parâmetros pré-operatórios para fins de comparação pós-operatório e, caso seja necessário, iniciar o tratamento para ganho de consciência corporal, assim facilitará o processo da reabilitação pós cirúrgica.
Durante a consulta pré-operatória são avaliadas:
– Condições musculares de força, coordenação motora e resistência
– Características do jato de urina
– Função intestinal
– Função erétil dentre outros.
Após a consulta, nos atendimentos seguintes são iniciados os exercícios com os músculos do assoalho pélvico ainda no pré-operatório, para aquisição de habilidades motoras de forma precoce. Esta atitude pode melhorar de forma substancial a continência urinária, sintomas como gotejamento pós micção e a função erétil após o procedimento cirúrgico.
Fisioterapia pós operatória
No pós-operatório serão reavaliados os mesmos itens do pré-operatório e feitas as comparações para verificar se houve modificação positiva ou negativa nos parâmetros e iniciam-se os exercícios musculares que irão auxiliar na recuperação pós-cirúrgica.
Inicia-se então o programa de treinamento dos músculos do assoalho pélvico que segue alguns passos para ser mais efetivo:
-Forma correta e quais músculos devem ser ativados
-Coordenação motora – o momento certo para contrair
-Função – qual é o momento da perda, como evitar
-Treinamento da bexiga – caso tenha alteração das capacidades
-Força, resistência e velocidade de contração dos m.a.p.
Disfunção erétil
O treinamento dos músculos do assoalho pélvico servem também para manejo da disfunção erétil. Espasmos ou fraqueza da musculatura do assoalho pélvico são achados comuns que podem favorecer a disfunção erétil, portanto, na consulta pós operatória serão avaliados estes aspectos e então são aplicadas as condutas para o tratamento.
Caso o problema seja espasmos musculares, isto pode gerar dores e restringir o fluxo sanguíneo para o pênis, prejudicando a função erétil. Portanto, neste caso, o tratamento envolve relaxamento destes músculos com técnicas manuais e de controle muscular.
Em situações que o problema seja fraqueza muscular que pode ou não estar associada ao espasmo, o passo seguinte é melhorar a força dos músculos do assoalho pélvico com treinamento muscular específico orientado por um fisioterapeuta pélvico.
CONSIDERAÇÕES FINAIS:
É necessário dedicação do paciente, pois a reabilitação do assoalho pélvico deve ser feita de forma ativa para ter melhorias.